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quarta-feira, 11 de julho de 2012

ELEIÇÕES 2012 – O QUE É PERMITIDO E O QUE É PROIBIDO NAS CAMPANHAS ELEITORAIS


Começou a propaganda eleitoral
Começou na última sexta-feira(6), a propaganda eleitoral. É permitida a colocação de cavaletes, bonecos, cartazes, mesas para distribuição de material e bandeiras em vias públicas. Esse tipo de propaganda deve ser móvel e não pode dificultar a movimentação de pessoas e veículos. A mobilidade é caracterizada com a permanência do material entre as 6 e as 22 horas.

Os candidatos que concorrem nas eleições de 7 de outubro também podem realizar comícios, usar alto-falantes e fazer propaganda em bens particulares através da fixação de faixas, placas, cartazes, pinturas ou inscrições até o limite de 4m2. O proprietário ou responsável deve autorizar e ceder o imóvel gratuitamente para a propaganda.
Internet

A propaganda pela internet é permitida, desde que seja gratuita. Ela pode ocorrer através de site do candidato, partido ou coligação e o endereço eletrônico deve ser comunicado à Justiça Eleitoral e ser de um provedor estabelecido no país.

Outra opção pela rede mundial de computadores é o uso de mensagens eletrônicas para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação. Nesse caso, a mensagem deverá dispor de mecanismo que permita seu descadastramento pelo destinatário, hipótese em que o remetente deverá cumprir em até 48 horas.

Há, ainda, a opção de divulgação de propaganda por meio de blogs, redes sociais, sites de mensagens instantâneas e assemelhados.

Propaganda irregular
São vedadas as pichações, inscrições a tinta, colagem de cartazes, afixação de placas, estandartes, faixas e assemelhados em bens públicos como postes, viadutos, passarelas e pontes, inclusive em tapumes de obras ou prédios públicos. A propaganda também é vedada nos bens de uso comum como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, igrejas, ginásios e estádios, ainda que de propriedade privada. A proibição se estende a árvores e jardins localizados em áreas públicas, mesmo que não lhes cause dano.

São vedadas na campanha eleitoral a confecção, utilização e distribuição, por candidato ou comitê, de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor. A realização de showmícios ou evento semelhante para a promoção de candidato, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com o objetivo de animar comício e reunião eleitoral é proibida. Os outdoors estão proibidos desde as eleições de 2006.

Som
O uso de alto-falantes deve respeitar o horário das 8 às 22 horas e manter distância mínima de 200 metros de hospitais e de escolas, igrejas e teatros quando em funcionamento.
A realização de comícios com aparelhagem de sonorização fixa e trio elétrico, passeatas, carreatas e reuniões públicas é permitida no horário compreendido entre 8 e 24 horas.
Rádio e TV

A propaganda em rádio e TV é restrita ao horário eleitoral gratuito, que começa dia 21 de agosto.

Jornais e revistas
É permitida até 5 de outubro a divulgação paga na imprensa escrita e a reprodução na internet do jornal impresso, de até 10 anúncios de propaganda eleitoral em datas diversas, por veículo, no espaço máximo por edição, para cada candidato, partido ou coligação, de 1/8 de página de jornal padrão e ¼ de página de revista ou tabloide.

Denúncia online
Qualquer cidadão pode denunciar pelo site do TRE http://www.tre-sp.jus.br/ irregularidades na propaganda eleitoral realizada em vias públicas, em bens públicos e naqueles a que a população tem pleno acesso, como igrejas, templos, lojas, restaurantes e pontos de ônibus, entre outros.

O serviço não serve para averiguar propagandas veiculadas em rádio, televisão, jornal, revista ou internet, pois a denúncia sobre tais irregularidades somente pode ser feita por candidato, partido, coligação ou pelo Ministério Público. Além disso, elas têm que ser formalizadas diretamente ao juiz eleitoral.

LEI ELEITORAL IMPÕE RESTRIÇÕES A AGENTES PUBLICOS

A partir do último sábado (7) os agentes públicos devem respeitar uma série de proibições estabelecidas pela Lei das Eleições (Lei 9504/97) com relação à conduta que devem ter no exercício do cargo ou da função durante a campanha eleitoral deste ano. O objetivo das proibições é evitar o uso e a influência da máquina pública na campanha em benefício de um ou mais candidatos. A Resolução TSE 23.370 dispõe sobre a propaganda eleitoral e as condutas ilícitas em campanha eleitoral, inclusive de agentes públicos, nas Eleições 2012.

A partir deste sábado está proibido, por exemplo, a qualquer candidato comparecer a inaugurações de obras públicas. A legislação eleitoral proíbe também os agentes públicos, nas inaugurações, de contratar shows artísticos pagos com recursos públicos.

É proibido aos agentes públicos, a partir desta data, nomear, contratar, admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou, por outros meios, dificultar ou impedir o exercício funcional de servidor.

É vedado também aos agentes remover (ex officio), transferir ou exonerar servidor, na circunscrição do pleito, até a posse dos eleitos, sob pena de nulidade de pleno direito, salvo em determinadas situações.

A legislação eleitoral proíbe ainda ao agente público realizar transferência voluntária de recursos da União aos Estados e municípios, e dos Estados aos municípios, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os recursos destinados a cumprir obrigação formal preexistente para execução de obra ou de serviço em andamento e com cronograma prefixado, e os destinados a atender situações de emergência e de calamidade pública.

Por sua vez, é vedado a partir deste sábado aos agentes públicos das esferas administrativas, cujos cargos estejam em disputa nas eleições, autorizar publicidade institucional de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública, reconhecida pela Justiça Eleitoral.

Também não é permitido a esses agentes fazer pronunciamento em cadeia de rádio e de televisão, fora do horário eleitoral gratuito, salvo quando, a critério da Justiça Eleitoral, tratar-se de matéria

 www.tre-sp.gov.br

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Como impugnar o registro de candidatura de candidato "FICHA SUJA"

•Abong •Abracci •Abramppe •ADPF •Ajufe •AJD •Amarribo •AMB •Ampasa •Anamatra •AMPCON •Anadef •ANPR •ANPT •APCF •Auditar •A Voz do Cidadão •Bahá’i •Cáritas Brasileira •CBJP •CFC •CFF •Coffito •CNBB •CNS •CNTE •Confea •Cofen •Conam •Conamp •Conic •Contag •Conter •Criscor •CUT •Fenafisco •Fenaj •Fisenge •FNP •Ibase •IFC •Inesc •Instituto Ethos •MPD •OAB •Rits •Sindifisco Nacional •Sindilegis •Unacon •Unasus •Voto Consciente COMO IMPUGNAR O REGISTRO DE CANDIDATURA DE CANDIDATO "FICHA SUJA" O MCCE (MOVIMENTO DE COMBATE A CORRUPÇAO ELEITORAL) objetivando a eficácia da norma e dando conhecimento a toda sociedade brasileira do teor da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar (135/2010) e as hipóteses de sua aplicação, está lançando modelos de petições de impugnação de registro de candidatos "ficha suja". O objetivo é vetar os maus candidatos que pretendem disputar as eleições municipais deste ano de 2012 para os cargos de prefeito, vice-prefeito ou vereador nas nossas cidades. Qualquer cidadão pode e deve comunicar a irregularidade do candidato "ficha suja" ao Juiz Eleitoral, mas há um modo mais correto e legal de se fazer a manifestação. Vamos demonstrar passo a passo como isto é possível. Impugnar é o termo jurídico usado para dizer ao Juiz que aquela pessoa não pode se candidatar a cargo público, porque no passado cometeu crimes eleitorais, atos de improbidade administrativa ou foi condenado por crimes comuns. O prazo legal para impugnar o registro do candidato "ficha suja" é muito curto: são apenas cinco (05) dias contados a partir da publicação do pedido de registro. Os requerimentos de registros dos candidatos serão apresentados ao Juiz Eleitoral de sua cidade até o dia 5 de julho de 2012, portanto após esta data é que nasce o direito de impugnar o registro. Mas somente por cinco dias! A publicação do pedido é feita no mural do Cartório Eleitoral ou no Diário da Justiça Eleitoral. Apresentamos três modelos de pedido de impugnação. O primeiro é direcionado contra aquelas pessoas que cometeram crimes eleitorais, tais como compra de votos, abuso de poder econômico ou uso da máquina pública em eleições. O segundo é contra aquele que foi condenado por atos de improbidade administrativa, tais como fraude em licitações, contratação de servidor publico sem concurso ou uso de bens públicos em proveito próprio. O terceiro modelo é para afastar do pleito aquele que tenha cometido crimes comuns. É o caso dos condenados por homicídio, tráfico de drogas e estupro, entre outras barbaridades. As três situações descritas nas petições são os casos mais comuns, mas há mais situações que permitem impugnar o registro do pretenso candidato. Note que os arquivos de texto estão em formato Word 2007 (extensão docx.) e/ou PDF e os locais (espaços) em vermelho devem ser preenchidos pelos autores das impugnações. •Abong •Abracci •Abramppe •ADPF •Ajufe •AJD •Amarribo •AMB •Ampasa •Anamatra •AMPCON •Anadef •ANPR •ANPT •APCF •Auditar •A Voz do Cidadão •Bahá’i •Cáritas Brasileira •CBJP •CFC •CFF •Coffito •CNBB •CNS •CNTE •Confea •Cofen •Conam •Conamp •Conic •Contag •Conter •Criscor •CUT •Fenafisco •Fenaj •Fisenge •FNP •Ibase •IFC •Inesc •Instituto Ethos •MPD •OAB •Rits •Sindifisco Nacional •Sindilegis •Unacon •Unasus •Voto Consciente É necessário indicar a Zona Eleitoral local, sua cidade e o Estado em que reside. Também são necessários os dados pessoais do autor e do candidato impugnado. Enfim, onde estiver escrito um "X" ou anotação em vermelho, deverá ser preenchido com os dados do caso concreto ali indicados. De preferência, pesquise antes sobre a vida pregressa do "ficha suja", em documentos que indiquem o que ele fez no passado. São válidas como provas as certidões fornecidas pelo Poder Judiciário, as cópias de extrato de tramitação de processos obtidos nos sites dos tribunais e publicados na internet, e mesmo o testemunho de pessoas que sabem dos crimes e podem falar em Juízo. Lembre-se que são cinco dias para impugnar os candidatos e o juiz recebe milhares de pedidos de registro, de modo que quanto mais "mastigado" ou bem instruído for o seu pedido de impugnação, mais chances de sucesso ele terá! Nas eleições de 2.000 foi testada a Lei 9.840/99 e hoje sua aplicação e validade é altamente reconhecida, já que passou a punir a compra de voto com a perda do mandato daquele que usa desse meio para se eleger. Desta vez vamos fazer valer a lei da Ficha Limpa, comunicando ao Juiz Eleitoral sobre os casos de inelegibilidade daqueles que cometeram crimes eleitorais, crimes comuns ou delitos contra a administração pública. Basta preencher o pedido de impugnação e protocolar em tempo na Justiça Eleitoral de sua cidade, conversar com o juiz e o promotor eleitoral e acompanhar de perto a tramitação de sua petição. MCCE-MT Antonio Cavalcante Filho (coordenador) Vilson Nery (Advogado, OAB/MT 8015) MOVIMENTO DE COMBATE À CORRUPÇÃO ELEITORAL – MCCE – 10 ANOS (2002-2012) VOTO NÃO TEM PREÇO, TEM CONSEQUÊNCIAS

terça-feira, 12 de junho de 2012

Os salários da Câmara Municipal de São Paulo


O recente episódio da publicação de alguns salários de funcionários da Câmara Municipal de São Paulo não possui apenas aspectos negativos.

Por um lado, a Mesa Diretora da Câmara é, segundo consta, a primeira casa legislativa a decidir pela publicação de salários, antes mesmo da Câmara e Senado federais, que anunciaram há algum tempo que iriam tomar igual medida. E decidiu fazê-lo mesmo frente à oposição cerrada dos seus funcionários. Portanto, está de parabéns a Câmara.

Mas há que se lamentar que a publicação tenha sido modesta, não alcançando a todos que lá trabalham. E sobretudo, que após virem a luz os níveis salariais pagos na Câmara, absolutamente em desacordo com o mercado de trabalho – e com o bom senso – a mesma Mesa não tenha se movido no sentido de acabar com as distorções salariais evidenciadas com aquela publicação.

Do mesmo modo que corajosamente enfrentou resistências que tantos outros preferem evitar, ao decidir aplicar o teto constitucional aos vencimentos dos seus funcionários, a Câmara poderia tomar várias medidas para alinhar os salários que ela paga com os do mercado. Salvo melhor juízo, ela poderia por exemplo alterar os salários iniciais das carreiras da Casa; poderia acabar com o automatismo dos aumentos periódicos, alegado como uma das fontes das altas somas pagas; poderia definir que nenhuma vantagem, de qualquer espécie, estaria excluída do teto salarial constitucional. A Mesa, maior conhecedora da situação, com certeza poderia encontrar caminhos até melhores para moralizar a folha salarial futura da Casa.

Em outra direção, cremos que existem funções no organograma da nossa Câmara Municipal que não deveriam existir; os trabalhos desenvolvidos naquelas funções poderiam ser contratados a terceiros, permitindo à Casa menores despesas. È com certeza o caso da assistência médica, descrito pelos jornais.

Esperamos que em breve o rol de salários publicados atinja a totalidade dos que trabalham na Câmara, vereadores inclusive, e que providências sejam anunciadas para adequar os gastos futuros com pessoal à realidade do nosso mercado.

Sugerimos por último que os outros poderes municipais teriam muito a ganhar adotando medidas como as sugeridas acima, ou outras que visassem o mesmo fim moralizador.

Danilo Barboza
voluntário do Movimento

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Orçamento da saúde no município de São Paulo atinge 6,7 bilhões no ano

O Salão nobre da Cãmara Municipal de São Paulo esteve bastante movimentado nesta quarta-feira (30/5). O secretário adjunto de Saúde do Município, José Maria Orlando, apresentou a prestação de contas da área, referente ao primeiro trimestre deste ano. O orçamento ficou em R$ 6.7 bilhões.
Desse total, 75% são oriundos do Tesouro Municipal, vindo dos impostos, 24,6% do Governo Federal e 0,4% são recursos vindos do governo do Estado.
Antes da apresentação dos números, o secretário-adjunto fez um panorama geral da situação da saúde no município. Segundo ele, o governo dobrou o número dos Centros de Apoio Psicossocial ( CAPS), contabilizando 121 unidades. Destacou também a atenção a pessoas com deficiência nos Núcleos Integrados de Reabilitação (NIR),  a ampliação do Atendimento Hospitalar Domiciliar (Prohdom) e o aumento do contingente de ambulâncias, hoje em 120, podendo chegar a 140 até o final do ano. Com isso, é possível prestar até 1.200 atendimentos por dia.
Foram apresentados ainda, números relativos aos atendimentos para casos de Dengue,  serviços oferecidos no controle de natalidade feminina, aumento da equipe de motolância, entre outros resultados, disponíveis no site da Secretaria da Saúde.
Resultados insuficientes
Apesar de todo o destaque do secretário em relação às conquistas da Saúde do município, pelo número de reclamações dos representantes de instituições presentes no evento, foi possível verificar que muito pouco foi feito. A vereadora Juliana Cardoso apresentou alguns dados embasados em pesquisas da equipe de Adib Jatene, os quais dão conta de que ainda faltam 1.200 leitos em São Paulo.
Em relação aos médicos, o contingente até pode ser considerado  bom, segundo parâmetros de cidades de países do primeiro mundo, porém, faltam recursos para se trabalhar, conforme destacou a vereadora.
Outros representantes de instituições e movimentos ligados à Saúde também reclamaram da falta de unidades, equipamentos, profissionais especializados e da precariedade de exames ambulatoriais.

Ivone Rocha
Voluntária do Movimento

domingo, 27 de maio de 2012

Resultados da 1ª Consocial – Brasília, 17 a 20 de maio de 2012






Foram 3 dias e quatro noites de muito trabalho. Éramos 1200 delegados de todos os estados do Brasil, vindos de cidades até 12 horas distantes da capital de seu estado. Todos com o firme propósito de sugerir soluções para melhorar a transparência e o combate à corrupção em nosso país. Foram três dias de vivência de pura cidadania.

Ao todo, foram feitas 302 conferências livres, 26 estaduais e 1 distrital. 2750 municípios participaram, e mais de 1 milhão de pessoas se envolveram direta e indiretamente na elaboração das 29 mil propostas que vieram das 1350 etapas preparatórias. Ao final, foram sistematizadas 407 propostas divididas em 4 eixos:

 I - Promoção da transparência e acesso à informação e dados abertos – 86 propostas
II - Mecanismos de controle social e controle da gestão pública – 89 propostas
III - Conselhos de políticas públicas como instância de controle – 108 propostas
IV - Promoção da transparência e combate à corrupção – 124 propostas

Cada eixo ocupou quatro salas com 100 participantes cada uma. Nossa meta era chegar às 20 melhores propostas de cada eixo. Muita discussão foi necessária para conseguirmos o consenso.

Ao final, as propostas do eixo IV foram as mais votadas, sendo que a preferida com 970 votos foi a que sugere a instituição do financiamento público de campanha.

Veja abaixo as propostas priorizadas pelos delegados


Sonia e Danilo Barboza
Delegados por São Paulo
Movimento Voto Consciente

sábado, 26 de maio de 2012

NOTÍCIAS DO ITAQUERÃO

COMISSÃO DE POLÍTICA URBANA, METROPOLITANA E MEIO AMBIENTE – 6. Reunião Ordinária 2012-05-18 09/05/2012
Auditório Prestes Maia
Obras Viárias de Mobilidade Urbana nas regiões de Itaquera, Arthur Alvim e Cidade Líder
Nesta reunião, submeteu-se à votação o Requerimento 17/2012, proposto pelo Vereador Paulo Frange (PTB), que solicitou a presença do Secretário Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras – Elton Santa Fé Zacarias – e o Secretário Municipal do Desenvolvimento Urbano – Miguel Luiz Bucalem -, para esclarecimentos e apresentação do andamento das obras do Plano de Melhoramentos Viários para a região de Itaquera. Em destaque, o entorno das Avenidas Jacu Pêssego e José Pinheiro Borges (Nova Radial) e sobre a Operação Urbana Rio Verde Jacu e a implantação do Parque Linear do Rio Verde (Polo Institucional de Itaquera).
Em síntese, trata-se de plano para melhorias ao redor do pátio Itaquera do Metrô e dos Distritos de Arthur Alvim e Cidade Líder, na Zona Leste. Prevê a abertura de novas vias, implantação de viadutos, alças de acesso e outras obras correlatas de urbanização, a fim de melhorar a mobilidade da população. Além do estádio do Corinthians, estão previstos para a região o Fórum Judiciário, uma FATEC/ETEC, um SENAI, laboratórios para a área de tecnologia e informação e um centro de convenções, entre outros. É importante esclarecer que parte da obra é de responsabilidade da DERSA. Serão investidos, conforme dados retirados do sítio da Câmara de Vereadores, R$ 478 milhões. (http://www.camara.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7776:pl-que-aprova-obras-viarias-na-zona-leste-e-aprovado&catid=38:plenario&Itemid=95)
Referido plano, de autoria do Poder Executivo, já foi aprovado pela Casa Legislativa e as mencionadas obras serão necessárias para o recebimento da Copa do Mundo de 2014.
Ocorre que, segundo o Vereador Paulo Frange, as Subprefeituras envolvidas no projeto não dispõem de informações precisas sobre o assunto. Em visita à região, foi indagado pela população local acerca das eventuais desapropriações a serem realizadas e não tinha qualquer resposta, uma vez que nem os responsáveis pela questão as têm fornecido de maneira satisfatória. Afirmou, ainda, que as obras estão paralisadas e, inclusive, as máquinas dos canteiros de obras foram retiradas dos locais.
Assim, requereu fossem convidados os citados Secretários, para informarem a Casa sobre o andamento dessas obras, o que o Vereador Dalton Silvano (PV) ficou de providenciar pessoalmente.
Dada a relevância do tema, todos ficaram no aguardo do comparecimento dos Secretários, com o objetivo de obterem as atualizadas informações sobre o andamento das obras, cronograma de desapropriações e demais assuntos pertinentes.
Camila Andréa Tessare
Voluntária do MVC

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Nota de Repúdio ao Projeto de Lei nº3839/2012

•Abong •Abracci •Abramppe •ADPF •Ajufe •AJD •Amarribo •AMB •Ampasa •Anamatra •AMPCON •Anadef •ANPR •ANPT •APCF •Auditar •A Voz do Cidadão •Bahá’i •Cáritas Brasileira •CBJP •CFC •CFF •Coffito •CNBB •CNS •CNTE •Confea •Cofen •Conam •Conamp •Conic •Contag •Conter •Criscor •CUT •Fenafisco •Fenaj •Fisenge •FNP •Ibase •IFC •Inesc •Instituto Ethos •MPD •OAB •Rits •Sindifisco Nacional •Sindilegis •Unacon •Unasus •Voto Consciente O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral - MCCE, rede de organizações sociais responsável pela conquista da Lei da Ficha Limpa, vem a público repudiar veementemente a atitude da Câmara dos Deputados, que sem qualquer debate popular aprovou lei que anistia os políticos que fraudaram suas prestações de contas de campanha. O Projeto de Lei nº 3839/2012 atenta contra tudo o que deseja a sociedade brasileira, que se encontra mobilizada em favor dos valores da ética e da moral, que devem presidir as declarações do Parlamento. Esperamos do Senado Federal a rejeição sumária dessa matéria, enquanto convidamos toda a sociedade a se manifestar contra esse ato atentatório à própria imagem do Congresso Nacional. Brasília, 23 de maio de 2012. COMITÊ NACIONAL DO MOVIMENTO DE COMBATE À CORRUPÇÃO ELEITORAL MCCE – 10 ANOS – VOTO NÃO TEM PREÇO, TEM CONSEQUÊNCIAS.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

73% das capitais do país que podem aumentar vagas no Legislativo vão eleger mais vereadores neste ano

18/05/201206h00 > Atualizada 18/05/201221h49
Ana Paula Rocha*
Do UOL, em São Paulo


Pelo menos 73% das Câmaras das capitais aptas a eleger mais vereadores neste ano optaram pelo aumento, segundo levantamento feito pelo UOL. Ao todo, serão 89 parlamentares a mais em relação a 2008, quando foram eleitos 715. O cálculo leva em conta somente 22 capitais --de um total de 26 no país, além de Brasília (DF)-- que poderiam ter ampliado o número de cadeiras no Legislativo. Destas, 16 optaram pelo aumento.
O crescimento das vagas ocorrerá por conta da Emenda Constitucional nº 58, de 2009, que permite que as cidades ampliem a quantidade de cadeiras no Legislativo de acordo com o aumento populacional medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A emenda ainda estipula um limite de vagas, também conforme o total de habitantes.
Abaixo, disponibilizamos uma videorreportagem feita pelo UOL em formato acessível para pessoas com deficiência auditiva e visual, com recursos de audiodescrição, legenda e inclusão de um intérprete de libras. O vídeo explica a função de um vereador.
Das 22 capitais, 16 optaram por aumentar a quantidade de vagas no Legislativo. Destas, pelo menos 13 aumentaram até a quantidade máxima permitida: Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Recife, Boa Vista, Florianópolis, Salvador, Natal, São Luís, Fortaleza, Manaus, Porto Velho e Teresina.
São Luís, no Maranhão, é a que teve maior aumento, com dez vagas. Na última eleição, a cidade elegeu 21 vereadores e, neste ano, os eleitores poderão eleger 31.
Três capitais brasileiras - Rio Branco, Aracaju e Palmas - aprovaram aumento do número de vereadores para a próxima legislatura, mas ainda ficarão abaixo do máximo permitido pela lei, de acordo com a população de cada cidade. O número de vereadores em Palmas poderia subir dos 12 atuais para 21, mas deve ficar em 19. Aracaju tem hoje 19 vereadores e poderia ter até 25 no ano que vem, mas aprovou 24 vagas. Em Rio Branco, o número de parlamentares poderia subir dos atuais 14 para 23, mas ficará em 17 vereadores.
Quatro podiam aumentar a quantidade de vereadores, mas não optaram pela ampliação: Curitiba, Vitória, Belém e Porto Alegre.
Goiânia, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro já têm a quantidade máxima possível de representantes do Legislativo.
Conforme o UOL apurou, há um projeto na Câmara de Maceió para que a cidade passe a contar com 29 vereadores. Atualmente, a cidade tem 21, mas poderia elevar este número para 31. Entretanto, a presidência da Câmara enviou ao TRE-AL um pedido para que seja analisado se o aumento valeria ainda para as eleições municipais deste ano.
A cidade de Macapá é outra que poderia aumentar a quantidade de cadeiras, mas, apesar de várias tentativas por telefone e envio de e-mails, a reportagem não conseguiu contato com a Câmara da capital.

Brasileiros priorizam propostas para aprimorar transparência pública e controle social



As 80 propostas priorizadas na 1ª Consocial serão analisadas quanto à viabilidade e poderão subsidiar a adoção de novas políticas públicas e até alteração na legislação 
Durante três dias, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF), recebeu a Etapa Nacional da Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social (1ª Consocial). Promovida pela Controladoria-Geral da União (CGU), em parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República, a Conferência encerrada na noite deste domingo (20) representa um esforço inédito na consolidação da democracia e na afirmação da participação da sociedade nas atividades de planejamento, gestão e controle dos recursos públicos.
Desde julho de 2011, a 1ª Consocial realizou 1.023 Conferências Municipais/Regionais, 26 Estaduais, uma Distrital, 302 Livres e uma Virtual. Ao todo, cerca de um milhão de cidadãos brasileiros participaram deste processo.
De 18 a 20 de maio, a Etapa Nacional reuniu 1,2 mil delegados eleitos nas Conferências Preparatórias, que tiveram como objetivo priorizar 80 das 407 propostas/diretrizes que chegaram à fase final. Para essa definição, os participantes as debateram em 16 Grupos de Trabalho (GTs), divididos em quatro Eixos Temáticos: I – Promoção da Transparência Pública e Acesso à Informação e Dados Públicos; II – Mecanismos de Controle Social, Engajamento e Capacitação da Sociedade para o Controle da Gestão Pública; III – A Atuação dos Conselhos de Políticas Públicas como Instâncias de Controle; e IV – Diretrizes para a Prevenção e o Combate à Corrupção.
Priorização eletrônica
Após os debates e a unificação das propostas similares, os participantes dispuseram de um sistema de priorização eletrônica para a definição das 80 diretrizes. Um método inédito em conferências no Brasil. Cada delegado recebeu um aparelho remoto, com o qual pode priorizar até 20 proposições, podendo selecionar a mesma por até cinco vezes. Durante essa fase, os resultados parciais eram exibidos a cada 30 minutos em painéis eletrônicos. Dessa forma, os delegados tiveram oportunidade de acompanhar todo o processo de forma democrática e transparente, conceito que permeou toda a 1ª Consocial.
Propostas priorizadas
Entre as diretrizes que compuseram o relatório final, vale mencionar a que propõe a instituição do financiamento exclusivamente público para campanhas eleitorais com um valor limitado e igual para todos os partidos, por meio de um fundo público; a que sugere a criação do programa de capacitação e formação continuada de conselheiros de políticas públicas e conselheiros tutelares, em âmbito federal, estadual e municipal; a que propõe modificar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, estabelecendo a obrigatoriedade do ensino de educação fiscal abordando os temas: controle social, receitas e despesas da gestão pública, direitos do cidadão, entre outras disciplinas; e, ainda, a que visa a regulamentar, em todos os níveis da Federação, que toda e qualquer publicação de dados públicos na internet seja em formato aberto, para facilitar sua obtenção, análise e reaproveitamento pela sociedade. Todas as 80 propostas estão disponíveis na íntegra, no site da Conferência (http://www.consocial.cgu.gov.br).
Para o delegado Paulo de Andrade, de Roraima, a participação na 1ª Consocial representou um sentimento de realização da cidadania. “Debati nos Grupos de Trabalho propostas que acho fundamentais para uma real transparência dos atos do poder público. Daqui para frente espero ver que todo o esforço valeu a pena e que nossas ideias sejam de fato implantadas”, disse.
Carta da presidenta da República
No encerramento da Conferência, os participantes foram surpreendidos por uma carta da presidenta Dilma Rousseff. Na mensagem, a presidenta reafirmou o fato de a Conferência ser a primeira consulta pública dedicada à participação da sociedade no combate à corrupção e na promoção da transparência das contas públicas. Dilma lembrou, ainda, que assinou no dia 16 de maio o decreto que pôs em pleno vigor a Lei de Acesso à Informação, o que considerou uma revolução na cultura e na prática das relações entre o Estado e o cidadãos do País. “Saúdo os participantes na certeza de que suas ideias, sugestões e propostas vão contribuir para o fortalecimento de uma democracia moderna e verdadeira”.
Dilma garantiu que o Governo vai examinar com toda a atenção as propostas aprovadas, analisando a viabilidade de cada uma delas. “Desse modo avançamos ainda mais no instrumental da transparência, da democracia, da participação e do enfrentamento da corrupção”, concluiu.
Foto: Guilherme Kardel
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Coordenação Nacional de Comunicação 
1a Conferência Nacional Sobre Transparência e Controle
Social - 1a Consocial
Controladoria-Geral da União - CGU
(61)3208-1155 / 1187 / 1188
www.cgu.gov.br/consocial
cgu_consocial@icomunicacao.com.br

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Voto Consciente chama voluntários para ficar de olho

segunda-feira, 30 de abril de 2012 7:34

Cynthia Tavares
do Diário do Grande ABC

1 comentário(s)

O diretor-geral do movimento Voto Consciente, Danilo Barboza, destaca que a ONG (Organização Não-Governamental) pretende expandir o trabalho realizado na Capital para outras cidades da Região Metropolitana. Para isso, basta um eleitor desejar realizar o trabalho de forma voluntária. O movimento completa 25 anos e atualmente acompanha os 55 vereadores da Câmara paulistana. São 12 pessoas que se revezam num trabalho que envolve análise das sessões legislativas
e pesquisa de projetos debatidos.

DIÁRIO - Qual é o trabalho do Voto Consciente?
DANILO BARBOZA - O Voto Consciente foi formado pela identificação e necessidade de saber como as leis são feitas em São Paulo. Um grupo de cidadãs que não sabia, veio para a Câmara e começou a trabalhar nesse intuito. Então, o Voto Consciente trabalha principalmente ou quase que exclusivamente em dois eixos.

DIÁRIO - Quais são?
DANILO - Um é a educação política para o voto para as pessoas aprenderem ou pelo menos tomarem conhecimento mais detalhado da importância do voto, de como se escolher. A importância de escolher uma pessoa, um bom candidato, um bom partido dado nosso sistema de votação ser proporcional, ao votar em uma determinada pessoa você pode estar elegendo uma outra, que não tem a menor ideia de que quem seja. A importância de conhecer bem candidato e partido. A outra coisa que nós fazemos é que acompanhamos o funcionamento do Legislativo de São Paulo para poder trazer à população a informações do que está acontecendo para que eles tenham condição de avaliar a performance e o trabalho dos seus representantes.

DIÁRIO - A educação política é feita através do site, palestras...
DANILO - Tudo que podemos fazer. Como toda ONG (Organização Não Governamental) que faz trabalho com política, ela tem limitações de recursos. As empresas em geral não gostam de ser associadas com movimentos políticos, de ações sociais e de controle social. Então, nós fazemos o que podemos com os recursos que temos. Palestras, cartilhas, mas principalmente nos meios eletrônicos.

DIÁRIO - Então o movimento tem aderido as redes sociais como Facebook e Twitter?
DANILO - As mídias sociais surgiram. Elas apareceram, aos poucos fomos aprendendo e começamos a usar. Os voluntários postam. Nós temos o site, uma página no Ning e um blog que é especializado nas notícias da Câmara (de São Paulo). Temos os três veículos mais uma página no Facebook e outra Twitter.

DIÁRIO - No Grande ABC, há movimentos que se baseiam no trabalho desempenhado pela ONG. Vocês têm a ideia de expandir para as cidades da Região Metropolitana?
DANILO - Gostaríamos que expandisse para o Brasil inteiro. Que houvesse essa preocupação de educar para o voto e grudar um olho no Legislativo para ver o que estão fazendo. Elegemos o Legislativo porque aqui se fazem as leis. Existem outras ONGs que se preocupam com o Executivo. Nosso foco é esse e procuramos dar apoio para qualquer outro que queria fazer a mesma coisa. Temos gente fazendo isso em algumas cidades como Cotia, Santos, Guarujá e Indaiatuba.

DIÁRIO - A ação depende da disposição do eleitor. Os interessados podem pedir ajuda para vocês?
DANILO - Evidentemente, até porque não tenho como dizer não. Trocamos informações e tudo que podemos ajudar, ajudamos.

DIÁRIO - Quais as conquistas do movimento?
DANILO - Não queremos pegar o crédito por uma melhora do funcionamento do Legislativo. Porém, essa melhora existe desde que iniciamos o trabalho em São Paulo (em 1987). Havia uma evasão grande de presença. Eles (vereadores) não vinham, não achavam que isso era importante, apesar de ser obrigatório pelo regimento interno. As pessoas se tornam mais presentes na Câmara. Acompanhamos o trabalho apenas aqui dentro (...) Olhamos o papel deles como legisladores nas Casas. Os sites da Câmara e da Assembleia mudaram muito desde que começamos a fazer pressão.

DIÁRIO - A questão do portal da transparência, apesar de ser uma lei, também ajuda no trabalho...
DANILO - Claro. As leis são maravilhosas mas que nem todos obedecem. Existe uma Lei Complementar chamada Lei Capiberibe, por causa do autor (senador João Alberto Capiberibe, PSB-AP). É uma legislação que agregou novos dispositivos à Lei de Responsabilidade Fiscal e nem todo mundo dá bola, apesar de ser obrigatório. Essa lei existe desde 2008.

DIÁRIO - Qual sua opinião sobre o efeito cascata da Lei da Ficha Limpa para Estados e municípios, tendo em vista que as legislações abrangem funcionários comissionados dos três poderes?
DANILO - É uma medida que tardou a chegar. Acho que essa abrangência que está se dando aos dispositivos da lei é muito bom. Mas precisamos mais do que isso. Consideramos a aprovação dessa lei uma vitória muito grande.

DIÁRIO - A campanha em São Paulo promete ser nacionalizada, tendo em vista os candidatos colocados. Isso deve influenciar na chapa de vereadores?
DANILO - Não sei se será nacionalizada (...) Nós teríamos uma coisa mais nacionalizada se o ex-presidente (Luiz Inácio) Lula (da Silva) pudesse participar de maneira mais efetiva, mas ele não vai poder, ao que parece. Não sei. Até recentemente, ele não teria condição de sair do hospital a tempo de participar da campanha e hoje ele já está em casa. Ele já participou de atos políticos, mas ele mesmo anda dizendo que vai economizar as forças dele (...) Neste caso, irão se discutir muito os problemas de São Paulo, porque as pessoas estão muito interessadas em atacar a administração do (Gilberto) Kassab e não se pode fazer isso falando em tons nacionais. O grande tema é se o Kassab fez uma boa gestão ou não. Isso é puramente municipal.

DIÁRIO - Esse debate mais programático é uma demanda do eleitor?
DANILO - Os candidatos até apresentam programas de governo, mas tenho a impressão que o eleitor não presta muita atenção. Ele presta atenção no que vai fazer, aquelas coisas que são do interesse dele (...) Esses temas e pronunciamentos dos candidatos serão vistos com cuidado. Mas se isso é discussão programática é questão por definição. Vejo discussão programática sobre plano de governos. Tenho a impressão que o eleitor médio, mais comum - no sentido que não está engajado - não se preocupa com programas de governo.
‘Adotado', Police Neto destaca trabalho
O presidente da Câmara de São Paulo, José Police Neto (PSD), afirmou que o trabalho realizado pelo movimento Voto Consciente foi importante para o andamento do trabalho parlamentar e porque aproxima o eleitor do Legislativo.
"A cidade de São Paulo possui 11,3 milhões de habitantes. Ou você consegue provocar no cidadão uma vontade de participar ativamente ou é difícil chegar no ponto de cada um", analisou o pessedista.
O comandante da Casa reiterou que a presença dos colegas em plenário e o estudo das proposituras aumentaram após o acompanhamento do Voto Consciente. "Quando a sociedade sente que há um preparo, ela também se prepara. As argumentações de todos os lados ganham qualidade. A tendência natural é evoluir. A Câmara de São Paulo vem sendo palco de debates", ressaltou.
Na semana passada, a Casa sediou seminário sobre a responsabilidade do voto. O parlamentar estava presente na mesa de discussões. A ação foi feita em conjunto com o movimento ‘Adote um Vereador', que consiste em acompanhar o trabalho de um parlamentar.
Quem deseja participar da iniciativa precisa criar um blog, onde postará notícias sobre a atuação do político. O cidadão será utilizado como fonte de consulta pelo reduto eleitoral do vereador analisado. Atualmente, 17 parlamentares paulistanos são acompanhados por voluntários.
Police é um dos pares que foi adotado por um voluntário. "Ele vai te questionando sobre a atuação que você tem no bairro. Vem dando muita consistência e essa questão do voto distrital que começa a ser preparada e é uma mudança que o Brasil vai ter. À medida que você tem a escolha de um representante do território, ele não concorre com 1.000, mas com nove ou dez. Eles passam a ser fiscais do vereador", explicou.
Segundo o pessedista, o seu trabalho passou a ter mais consistência e chega com mais facilidade aos eleitores. "Os movimentos vão dando elementos, numa cidade onde tudo é superlativo, é importante que o cidadão sinta que participa do processo de decisão. Esse é o ponto principal." CT


quarta-feira, 21 de março de 2012

Inédito na CCJ!!!!


O projeto 29/2012 do executivo, que concede por 99 anos um terreno de 4mil metros quadrados em área nobre da cidade para o Instituto Lula, tem provocado uma polêmica muito grande na Câmara. Conseguiu até que vereadores pedissem desculpas uns aos outros pelas discussões grosseiras que aconteceram nesta última quarta feira na comissão de Justiça. O vereador José Américo arrancou aplausos da platéia ao retribuir o pedido de desculpas do vereador Floriano Pesaro pelas palavras grosseiras que dirigiu ao colega.

Tudo porque os vereadores Arselino Tatto, presidente da Comissão, e Roberto Trípoli, líder do governo, insistiam em votar o projeto sem submetê-lo a discussão. O Vereador Aurélio Miguel quase quebrou o microfone do presidente da comissão.

O vereador Celso Jatene questionou e pediu explicação de multa descrita no projeto que é calculada sobre um percentual do valor do terreno. “Como pode calcular um percentual se o terreno é de graça?” Não houve resposta.

O vereador Pesaro fez um parecer em separado no qual defende a opinião de que o projeto é inconstitucional e ilegal.

Por três semanas seguidas este projeto vem perturbando a comissão de Constituição e Justiça. Provavelmente será aprovado, o Prefeito Kassab tem maioria. Haverá ainda muita discórdia e processos abertos na justiça por causa desta doação.

Já pensaram se os Collors, Sarneys e outros mais quiserem também um pedacinho?

Sonia Barboza
Movimento Voto Consciente
SP, 23/03/12

domingo, 18 de março de 2012

PROJETOS DE LEI DISPENSÁVEIS


No meio de todo o reboliço pela publicação da planilha do Voto Consciente com as presenças dos vereadores nas audiências públicas, aconteceu nesta quarta-feira dia 13, uma audiência da Comissão de Finanças, presidida pelo vereador Antônio Carlos Rodrigues e com a presença dos vereadores Adilson Amadeu e Aníbal de Freitas. Como convidado especial, lá estava o Subsecretário da Receita Municipal, o senhor Ronilson Bezerra Rodrigues.

A pauta tinha seis projetos, sendo o primeiro da vereadora Mara Gabrilli (PL685/2008) sobre equipamento de resgate para deficientes nas edificações com mais de um pavimento. Os outros cinco tratavam de isenção de tributos, daí a razão da presença do subsecretário. Eram dois projetos do vereador Paulo Frange(PL 81/2009, PL 476/2009), dois do vereador Chico Macena (PL 420/2009, PL 132/2011) e um do vereador Goulart (PL 491/2006).

Na platéia, poucas pessoas, deficientes não estavam presentes, e ninguém se inscreveu para falar. Para todos os projetos sobre tributos, o senhor Ronilson repetiu a mesma frase: “projeto desnecessário, uma vez que já consta da Constituição a isenção do imposto pedida”.

Nós que estamos acompanhando, vemos o desinteresse total da população e dos vereadores, que estão ali somente para cumprir um rito a que são obrigados pelo Regimento; o que é pior, vemos o desperdício de tempo, do subsecretário, de todos nós, e também de dinheiro, com a tramitação de projetos que de antemão se sabe que não podem e não vão prosperar, mas que agradam a determinados grupos.

Sonia Barboza
Diretora e Coordenadora na CMSP
Movimento Voto Consciente
SP, 18/03/12

terça-feira, 13 de março de 2012

PRESTAÇÃO DE CONTAS DA CMSP – 12 DE MARÇO de 2012


Cheguei um pouco antes e pude assistir a reunião da Mesa Diretora. Chega a ser imponente ver a longa mesa da sala Tiradentes repleta dos altos funcionários da Casa e  seis vereadores que compõem a Mesa.

Dentre as inúmeras decisões, foram aprovadas as Frentes parlamentares da Verdade, por sugestão do vereador Ítalo Cardoso, e da Mobilidade Urbana, por sugestão do vereador Pesaro; por sugestão do vereador Carlos Neder, a Mesa apoiou a criação do  Fórum Suprapartidário para uma Cidade mais Saudável e Sustentável.

Foi aprovado o aumento de 5,85% para os funcionários da Casa e a reestruturação do setor de tecnologia e taquigrafia.

Fiquei sabendo que o aluguel dos carros para os vereadores, embora seja mais caro do que a compra dos mesmos, ocorre porque existe a vantagem da manutenção e a substituição do carro caso haja qualquer problema com os automóveis. O vereador Agnaldo Timóteo questionou este procedimento e ficou para a próxima reunião um estudo sobre o assunto.

O presidente mencionou a economia de dinheiro e de papel que o aluguel de “tablets” provocou. Só com o clipping que era entregue diariamente são mais de seiscentas mil folhas por ano economizadas. Mencionou também os cento e setenta mil acessos à rádio web, o concurso de aplicativos que será instituído para os usuários dos dados abertos da Câmara, e por fim a criação dos indicadores metropolitanos.

Apresentou por último a projeção da sua prestação de contas, que é um apanhado de dados do processo legislativo. Ficou fácil para qualquer um dos presentes notar o quanto se trabalha nesta Casa de leis.

Sonia Barboza
Coordenadora na CMSP
Movimento Voto Consciente